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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Distrito de Bragança trabalhacontra a violência doméstica

Gente da Minha Terra - Chefe Marco Gomes



Culinária - Feijoada de lebre - Praça da Alegria



Após sete anos desta aventura fantástica a que dei corpo, o Foz Velha, mantenho hoje, como então, a mesma vontade, a mesma força, o mesmo querer. De fazer bem, de proporcionar bem-estar, de acolher quem me visita, enfim, de dar prazer.


Mas a gastronomia é também evolução, é descoberta, é arrojo, é vontade de ir mais longe, não pode parar. Por isso não paro, quero experimentar, descobrir, comparar.


A minha vida é também uma viagem saborosa por paladares de outras terras, de outras gentes e de outras culturas. Seja percorrendo este nosso país de que tanto gosto e de que me orgulho, seja viajando por esse mundo fora, sempre que posso. Em busca do que por lá se faz, de novos sabores, de outras ideias, mas também levando um pouco da nossa terra, partilhando o saber e a experiência, trocando opiniões, provando e dando a provar.


E regresso sempre mais rico, mais preenchido, com mais conhecimento. Será que é melhor o que se faz lá fora? É diferente...e é bom conhecer.


De regresso, não dispenso uma fugida a casa de meus pais, à terra que me viu nascer e crescer. É à caça, no monte, com meu pai, entre dois tiros e um chouriço grelhado, azeitonas e fatias de pão, e em casa, com minha mãe, a bater-me com uma alheira e uns nacos de carne grelhados e o aroma das batatas cozidas no pote de ferro, bem regadas de azeite do nosso, é ali que procuro nunca esquecer as origens e o saber que fui bebendo no seio da família.


É esse saber, essa experiência, esse contacto umbilical que me mantém ligado à terra e aos meus antepassados, que procuro transportar aqui para o Foz Velha, para os meus clientes, para quem me visita.


Clientes que cada vez mais se transformam em amigos, com quem gosto de partilhar experiências. E de repartir os sabores e texturas que vou construindo, também com a ajuda e dedicação de uma equipa de trabalho jovem que me acompanha nesta aventura.


De tempos a tempos a ementa vai mudando, vou trabalhando novos produtos e respeitando a sazonalidade de alguns outros. Espero que gostem e que voltem sempre, estamos cá para vos receber.


Marco Gomes


Fonte: Foz Velha


Todas as semanas trago para aqui a receita do nosso chefe da rubrica de culinária da Praça da Alegria.

Bragança: Os "Verdes" questionam Governo sobre perda de valências nos centros de saúde

O PEV divulgou hoje ter pedido esclarecimentos numa iniciativa parlamentar em que questionou, por escrito, o ministério da Saúde sobre o cancelamento de consultas e exames nos centros de saúde de Bragança.
A iniciativa do grupo parlamentar surge depois de os 12 presidentes de câmara da região terem denunciado o cancelamento de dezenas de consultas e exames a doentes provocado pela dispensa de técnicos nos centros de saúde, que ocorreu no início do ano.
Na pergunta dirigida ao governo, iniciativa do deputado José Luís Ferreira, o grupo parlamentar “Os Verdes” refere que “do conjunto dos profissionais dispensados, constam podologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, técnicos de ação social, dentistas que, enquanto em funções, evitavam dessa forma deslocações por parte das doentes, para efetuar exames como eletrocardiogramas ou consultas do pé diabético”.
A título de exemplo, referem o caso do centro de saúde de Alfândega da Fé, no qual foram canceladas 30 consultas de podologia e 40 exames de cardiopneumologia continuam em lista de espera, ou o caso de Freixo de Espada à Cinta, onde oito crianças ficaram sem terapia da fala.

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Uma urgência pode custar meia reforma no Distrito de Bragança

Uma urgência tem custos adicionais para muitos habitantes do Distrito de Bragança obrigados a desembolsar dezenas de euros em táxi para regressar a casa devido às distâncias a que são transportados para receberem os cuidados hospitalares necessários.


É um "drama social" num dos distritos mais envelhecidos do país, com idosos a receberem pensões mínimas, como disse à Lusa o comandante dos bombeiros de Vila Flor, António Martins.
As corporações de bombeiros asseguram o transporte de emergência médica ao serviço do INEM, mas as ambulâncias deixam o doente na unidade de destino e têm de regressar imediatamente à base para estarem operacionais para outras emergências.
Já o retorno a casa fica por conta do doente, que tem de "se desenrascar" e na maioria dos casos tem apenas como alternativa alugar um táxi, como testemunhou à Lusa o comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Sá Lopes.
"Temos três hospitais a 20 minutos entre eles, e o resto do distrito é paisagem, está tudo a uma hora, hora e meia de qualquer um", sublinhou, referindo-se às três unidades hospitalares concentradas a norte do distrito, no eixo do IP4, as de Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros.
Acontece também que, em alguns casos, nenhum dos três hospitais tem as especialidades necessárias e o doente tem de ser levado para Vila Real, como é o caso de cardiologia.
"Já chegámos a levá-los para Braga com uma perfuração na retina ou coisa do género", contou, referindo também as carências em oftalmologia.
Os bombeiros de Alfândega da Fé transportaram "há 15 dias" para bem mais perto uma idosa de Cerejais, evacuada para Macedo de Cavaleiros com uma hemorragia e que teve de pagar 50 euros de táxi para regressar a casa, a menos de 50 quilómetros do hospital.
"Meia hora depois (de dar entrada no hospital) a doente estava a ter alta, eram onze e meia da noite, já não havia transportes públicos, foram 50 euros de táxi para uma pessoa idosa e com uma pensão social", contou à Lusa o comandante dos bombeiros de Alfândega da Fé, João Martins.
A doente fez uma reclamação por escrito para os bombeiros, que já lhe explicaram que as instruções são estas:"é chegar, deixar o doente e vir embora".
O comandante está a pensar reencaminhar a queixa para o Ministério da Saúde porque considera que é "um problema social" que preocupa também o colega de Vila Flor.
"É uma situação que nos preocupa porque nós sabemos perfeitamente as carências que os utentes têm e as dificuldades económicas, muitos deles não têm possibilidades de pagar o transporte", referiu.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Alfândega da Fé em Fotos


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Autarcas do distrito ameaçam com protestos de rua

Os autarcas do distrito de Bragança ameaçam tomar medidas duras e sair à rua em protesto contra o estado a que chegou a saúde no distrito.Em causa está a ameaça de perda do helicóptero do INEM durante a noite, bem como a perda de serviços nos centros de saúde devido à não renovação de contratos com quase 80 profissionais. Ontem, dez dos 12 concelhos fizeram-se representar numa conferência de imprensa conjunta, após a segunda reunião para debater estas questões.Apenas Macedo de Cavaleiros e Mirandela não se fizeram representar.A presidente da câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes, ameaça mesmo avançar para medidas mais duras. “Tomaremos as acções que forem necessárias, desde a via judicial a trazermos as pessoas para as ruas. Os presidentes de câmara sentem que não têm interlocutores”, explicou, garantindo que se sentem “enganados”.Berta Nunes desmente ainda o responsável do INEM que alegou pouca utilização para desactivar o helicóptero de Macedo de Cavaleiros durante a noite.“A ideia que foi passada na comunicação social é que se iriam desactivar os helicópteros do INEM por falta de saídas mas o de Macedo é o segundo com mais saídas do país, a seguir ao de Santa Comba Dão. O que tem menos é o de Matosinhos. Isso é estar a enganar as pessoas.


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Autarcas contrariam INEM e asseguram que helicópteros do Interior são os que têm mais saídas

Os presidentes de Câmara do distrito de Bragança acusaram hoje o INEM de “estar a enganar a opinião pública” para desactivar os helicópteros de emergência médica no Interior do país durante a noite.


Segundo alegam, entre as cinco aeronaves do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a operar no país, são as do Interior as que apresentam o maior número de saídas.

“É completamente inaceitável” que o helicóptero de Macedo de Cavaleiros, que serve todo o Nordeste Transmontano, pare à noite, argumentaram hoje os autarcas, de forma conjunta, em conferência de imprensa.

A posição foi transmitida pela presidente de Câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes, que garantiu não ser “verdade que os helicópteros do Interior tenham menos saídas, porque os números do INEM desmentem essa afirmação”.

Segundo disse, “no caso concreto de Macedo de Cavaleiros, a seguir a Santa Comba Dão, é o helicóptero que tem mais saídas”.

Das cinco aeronaves, a que menos saídas tem, ainda segundo a autarca, é a que tem base em Matosinhos.

O INEM dispõe ainda de outros dois helicópteros para emergência médica, em Loures, para a zona de Lisboa, e em Loulé, no Algarve.

“Passa na comunicação social esta mensagem, para preparar a desactivação de um meio que é fundamental em termos da emergência pré-hospitalar, [mas] não é correcta, não é séria, está até a enganar a opinião pública e as pessoas”, defendeu.

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